Cabo barato pode estragar o celular? A verdade sobre os acessórios “de posto”

Você investiu alto no seu smartphone. Comprou película, capa antichoque e trata ele com todo carinho. Mas, quando o cabo original quebra ou você esquece o carregador em casa, a solução rápida é parar na primeira banca ou posto de gasolina e comprar um cabo de R$ 10,00 ou R$ 20,00.

Parece um excelente negócio, não é? Afinal, “fio é tudo fio”.

Infelizmente, esse é o maior erro que você pode cometer. Esse cabo genérico é um assassino silencioso que está matando a placa do seu aparelho um pouco a cada carga. O Saber60 te explica a anatomia desse problema e por que você deve jogar esse cabo fora agora mesmo.


1. O Segredo está na “Ponta” (O Chip Controlador)

Um cabo de qualidade (original ou certificado) não é apenas um emaranhado de cobre encapado. Dentro daquela pontinha de metal que entra no celular, existem microchips minúsculos.

  • A função do chip: Ele “conversa” com o celular. Ele diz: “Ei, eu aguento passar tal voltagem, pode mandar energia”. Ele regula o fluxo para garantir que não haja picos.
  • O cabo barato: Ele não tem esse chip. Ele é apenas um fio direto ligando a tomada à bateria. Se a energia oscilar na sua casa, essa oscilação vai direto para a placa do seu celular, sem filtro nenhum.

2. O Assassino de Baterias (Flutuação de Voltagem)

Você já notou que com cabos ruins o touch do celular fica “maluco” enquanto carrega? Você toca numa letra e ele digita outra? Isso acontece porque a corrente elétrica está instável, cheia de ruído.

Essa instabilidade confunde o CI de Carga (o componente que gerencia a energia dentro do celular). Com o tempo, esse componente queima ou descalibra. O resultado: Seu celular começa a mostrar 100% de bateria, mas desliga com 20%. Ou então, a bateria que durava o dia todo passa a durar apenas 3 horas. A culpa não é da bateria, é do cabo que a “viciou” com energia suja.

3. O Perigo Físico: Estragando a Entrada

Cabos genéricos não passam por controle de qualidade rigoroso. Muitas vezes, o conector de metal é milímetros mais grosso ou mais torto que o padrão. Ao forçar esse cabo na entrada do seu celular dia após dia, você vai arrombando a porta USB-C ou Lightning. Depois de alguns meses, nenhum cabo para mais no lugar, fica tudo “folgado” e você precisa ficar segurando o fio numa posição específica para carregar. O conserto dessa entrada custa dez vezes o valor do cabo original.


Mas cabo original é muito caro! O que fazer?

Aqui entra a educação do consumidor. Você não precisa comprar o cabo da marca do celular (Apple, Samsung, Motorola), que custa R$ 150,00 ou R$ 200,00.

O segredo é procurar por cabos Certificados ou Homologados.

  • Para iPhone: Procure o selo MFi (Made for iPhone) na caixa. Marcas como Baseus, Anker, Ugreen fabricam cabos excelentes, com o chip de segurança original, por metade do preço da Apple.
  • Para Android: Procure marcas conhecidas de acessórios e verifique se a embalagem promete proteção contra sobrecarga. Fuja dos cabos vendidos a granel, sem caixa, pendurados em ganchos.

💡 Dica de Ouro do Saber60 (O Teste do Calor)

Como saber se o seu cabo atual é um vilão? Faça o teste do tato.

Coloque o celular para carregar. Depois de 10 minutos, toque na ponta do cabo (a parte de plástico duro perto do conector que entra no celular).

  • Morno: Normal.
  • Muito Quente: PERIGO. Se a ponta do cabo estiver esquentando a ponto de incomodar o dedo, jogue fora imediatamente. Isso significa que a fiação interna é muito fina para a energia que está passando (como tentar passar muita água num canudo de refrigerante). O risco de curto-circuito ou derretimento é real.

Resumo da Ópera

Um celular custa R$ 2.000,00. Um cabo ruim custa R$ 20,00. Economizar no cabo é colocar seu investimento em risco. O barato sai muito caro quando a placa do seu celular queima. Invista em cabos de marcas confiáveis com certificação.

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